sexta-feira, 26 de maio de 2017

Procura-se uma chance!, por Isabelle Aragão Soares.

Um dia desses ao sair com uns amigos, um deles disse-nos algo que me deixou a pensar: "Que tempo difícil esse que escolhemos para crescer". Aquela frase me deixou intrigada, não pelo fato lógico de que não podemos escolher qual o melhor momento para crescermos, mas pelo fato dele realmente ter razão no fato de como é difícil tornar-se adulto e ser jovem nos dias de hoje.
Não me refiro aqui ao fato de não termos liberdade, se formos comparar ao tempo de nossos pais com certeza nós temos uma vida boa. Mas me refiro aqui a falta de oportunidades essenciais para que possamos começar a constituir a nossa vida de "gente grande". Você que tem os seus 20 e poucos anos vai entender o que estou querendo dizer. Por que cada vez mais cedo somos cobrados a decidir o que queremos, entramos cada vez mais cedo na faculdade e talvez somos a geração que mais teve a chance de ter uma melhor bagagem educacional e adentrar no ensino superior ou técnico devido aos diversos programas oferecidos pelo governo federal, sejam por meio de cotas, FIES, PROUNI, entre outros. Porém, também cada vez mais cedo somos cobrados a servir a sociedade e parece que todo esse conhecimento não basta na hora de entrar para o mercado de trabalho.
Fiquei refletindo se esse é um problema de nós, interioranos, onde emprego é difícil até mesmo para os mais experientes, mas lendo algumas matérias vejo que isso é um problema nacional. Segundo os dados do IBGE no ano passado a taxa de desemprego entre jovens até 24 anos é recorde e vai até 25,7 por cento que chega a ser um valor maior que a taxa nacional que foi de 11,8 por cento.[1] Então, qual será o problema? Falta de procura? Falta de conhecimento? Não. O que temos que lidar  é com uma realidade difícil: a escassez de vagas abertas e a competição por postos de trabalho com candidatos mais experientes. Ou seja, não importa o quanto de conhecimento temos ou vontade de trabalhar, o que conta é o quanto trabalhamos.
Então, chegamos a pergunta crucial: como vamos adquirir essas experiências exigidas se não nos dão oportunidades de tê-las? É uma situação desoladora para nós que estamos querendo começar a construir a nossa vida. O que nos deixa ainda mais sem perspectivas. O nosso problema é muito contraditório por que todo o conhecimento que temos são muito acadêmicos, e até preciosos, mas não é o que o mercado procura. Estamos falidos em educação profissional.
O que nós queremos é ter propósitos, queremos resultados, queremos ter satisfação no que fazemos e não sermos mais um amargurado por não fazer o que gostamos. Queremos realizar os nossos sonhos. Queremos contribuir para essa sociedade em que vivemos. Queremos crescer. Mas nossas assas estão sendo tiradas cedo demais. Queremos apenas uma chance.
Isabelle Aragão Soares (Acadêmica de História da UVA)

[1] http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/02/1861571-um-quarto-dos-jovens-de-18-a-24-anos-estao-desempregados.shtml
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