quarta-feira, 30 de julho de 2014

Na "Rota de Colisão" contra o orgulho e a arrogância de alguns. Assista ao vídeo

O orgulho é uma das emoções mais ambíguas que temos em nossa cultura. Isso se dá porque o orgulho é facilmente interpretado como arrogância ou soberba e ambos são muito diferentes embora os limites sejam tênues.
O orgulho é uma emoção muito positiva e tem a ver com a percepção adequada de um projeto realizado com esmero e domínio das técnicas envolvidas para a execução do mesmo – seja ele qual foi ou de que natureza for. O orgulho marca, para a pessoa, o carimbo de “fiz bem feito”, “tenho valor” e isso, melhora a auto imagem e a auto estima da pessoa. Ele é importante para a nossa saúde mental, pessoas com pouco orgulho em geral não medem seu valor de maneira adequada e se inclinam quando poderiam se erguer.
A arrogância, já é outra história, trata-se de uma atitude defensiva e pode ser confundida com orgulho porque o arrogante possui duas estratégias básicas: desmerecer o outro com comentários irônicos ou erguer-se num pedestal através de um “orgulho infundado”. Porque infundado? Todo o orgulho tem uma base na realidade, ou seja, o orgulho real trata de algo que é visto, de um resultado palpável e uma habilidade realmente possuída, já o arrogante acha que possui qualidades que, na verdade, não possui, mas gaba-se delas em detrimento de um outro.
A arrogância sempre coloca a qualidade que se acha que tem numa disputa com os outros, é algo de ser melhor ou pior, o orgulho não. Tem-se orgulho do trabalho que está feito pelo próprio resultado obtido e não em detrimento dos outros. O arrogante defende-se porque, no fundo, sabe-se não detentor daquilo que gaba-se ter, o orgulhoso, por outro lado fala sobre suas virtudes realmente possuídas.
E isso é o que fere muitas pessoas, porque o orgulhoso realmente “pode” ser orgulhoso de si. Ele pode falar de suas habilidades porque elas existem de fato. Em geral as pessoas preferem esconder suas habilidades numa posição de “falsa modéstia”, porque falsa? Falsa porque o comentário típico é “não, eu não sou assim”, mas se a pessoa é, porque esconder? Porque dizer que não é assim? A falsidade está aí na não afirmação de uma competência justificadamente existente, isso é algo que nega o ser humano e a sua auto expressão.
Quando o arrogante não possui qualidades para se equiparar à quem quer colocar abaixo de si, ele, em geral, apenas desqualifica a pessoa apontando erros, inserindo dúvidas onde não são necessárias e ignorando comentários. Quando o arrogante possui qualidades ele pode fazer a desqualificação através de uma super exaltação das suas qualidades. Se ele é realmente um prodígio uma parte de suas afirmações estão corretas, porque ele realmente possui um dom; porém o problema está na equivalência complexa que ele deseja fazer: “como sou bom nisso, isso significa que sou um ser humano melhor do que você e você me deve adoração por isso”. Este nível da conversa não tem nada a ver, simples assim. O fato de uma pessoa ter uma qualidade quer dizer apenas isso, que ela possui uma qualidade não a qualifica e nem desqualifica enquanto ser humano.
Assim sendo, como podemos entender quando estamos lidando com um arrogante e quando estamos lidando com um “orgulhoso sincero”? Simples: o orgulhoso não se importa com outras pessoas com qualidades iguais ou superiores às dele. Na verdade, ele se entusiasma com isso e busca aprendizado e troca de ideias, o arrogante é aquele que se preocupa com isso e demonstra a sua insegurança perante estas pessoas buscando desqualificar à elas ou o trabalho delas. Se você que está lendo esses conceitos básicos e se enquadra nestes termos, "amigo" é hora de procurar um psiquiatra, você está muito doente.
PS.: Atenção amigos e leitores do Portal de Notícias Aconteceu Ipu não deixe de ver esse vídeo sobre "O Invejoso".

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